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Manifesto Anti-Design

julho 30th, 2008

O designer não é artista. Aliás, ele faz questão de deixar isso bem claro. No Brasil, ele briga com o publicitário, com o arquiteto, com o micreiro. O designer gosta de brigar.

Mas ele sequer sabe quem é. Ele adora falar sobre “criatividade”, uma questão complicadíssima das quais os filósofos, os místicos, os cientistas e os psicólogos se debatem por anos. Mas será que o designer procura esses estudos?

Quantos são os designers que discutem em sala de aula Platão, Kant, Hegel, Nietzsche, Freud, Jung, Sartre, Bachelard, Hillman, Peirce…? Sempre existe um maluco em cada cinqüenta “normais”. Mas, onde eles estão? Por que não fazem barulho? Será que estão dormindo?

Enfim…

Mas como pode o designer saber o que faz, se não sabe nem o que é?

Ele não é artista, ele não é “marketêro”, ele não é publicitário, ele não é arquiteto. Ele é essa “coisa” que às vezes lembram de chamar quando alguém precisa de uma “logomarca” (que por sinal, sequer existe).

O designer é preguiçoso: quer a parte prática. E que paradoxo este é! Mal sabe ele que está em um molde filosófico pragmático, que opera somente em função de um mercado, que por sua vez possui um modelo econômico americano. Para os desavisados, isto é o chamado comportamento neoliberal norte-americano, que tantos gostam de criticar, mas não se dão conta que o simples fato de não saber que vive nele já o fortalece. E ao pormos nestas palavras, pode ficar mais claro para alguns que um Design brasileiro torna-se complicado de se realizar.

É engraçado que quando falamos em mitos como os dos deuses egípcios, parece não haver contestação do público geral para dizer que eles são realmente mitos. Mas ao tocarmos em pontos como “Mercado”, “Estado”, “Leis”, ninguém compreende a abstração que estes termos envolvem.

Ora, alguém já viu o mercado andando por aí? E o Design? E o “jeito certo” de se fazer Design? Não é estranho como essas abstrações, essas construções humanas ganham tanta força pela repetição, que acabamos acreditando que elas realmente são reais? Estão repetindo o mesmo erro de alguns positivistas: confundem o que é “modelo” com o que é “real”.

Como é que o designer no Brasil, como universitário, e assim integrante da elite intelectual brasileira, espera ser um formador de opinião se simplesmente aceita o modelo dos outros? Pior: será o designer brasileiro um conformado ou um ignorante?

Se o Design é isso que aprendemos na academia, uma grande simulação baseada em valores de mercado que nunca são exatamente concretos, ou seja, são também simulações, dizemos alto e claro: não acreditamos no Design.

Propomos então aqui uma idéia que acreditamos ser nova e interessante dentro deste cenário.

Entendam: às vezes, é necessário o oposto se apresentar para que algo possa se definir. Temos assim a definição da Arte pela Anti-Arte, a Lei pela Transgressão, a Ordem pelo Caos. Todo modelo requer um Anti-Modelo.

Então, através deste manifesto, declaramos público o que acreditamos: o Anti-Design.

Melhor ainda: acreditamos na tensão entre Design e Anti-Design. Mas tendo em vista que em terras brasileiras sequer existem produções sobre o segundo elemento, buscamos, através deste modesto manifesto, uma definição.

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Baseado no cartaz acima, o Luli Radfahrer fez uma interessante explicação sobre Gestalt (bem melhor do que as cansativas aulas na faculdade). Ele analisou cada conceito da teoria, aplicado no cartaz.

Acesse o link e confira, vale a pena!

Antes de fazer uma marca ou até mesmo o layout de um site, é fundamental que você faça um Briefing detalhado sobre o Cliente. Você precisa saber o máximo que puder sobre ele. Porém, você não precisa fazer um questionário enorme e cansativo. Tá certo, dependendo do tamanho e complexidade do projeto talvez tenha, mas em casos em que o chefe ou aquele cliente exigente pede tudo “pra ontem”, você pode fazer um Briefing de até 4 questões, o importante mesmo é que você tem que fazer.. é chato mas é necessário!

A seguir estão 4 Passos para criação de uma Indentidade Visual. Não utilize essas regras apenas para criação de marcas, essas informações são fundamentais para qualquer projeto de criação.

1º passo – Briefing

Exemplo básico (muito básico):
1. Quais os serviços/produtos da empresa?
Empresa de venda de equipamentos eletrônicos pela internet;

2. Qual o porte/tamanho/estrutura física?
Empresa de pequeno porte. Não possui espaço físico, é virtual.

3. Qual o publico-alvo primário, secundário e os consumidores e usuários dos produtos/serviços oferecidos?
- Classe média e alta;
- Interessados em equipamentos eletrônicos em geral;
- Geralmente/maioria dos consumidores são do sexo masculino;
- Idade de 16 a 40 anos;

4. Qual mensagem a empresa deseja passar?
A marca deve deixar claro com o que a empresa trabalha; Deve ser moderna e ter preguinancia;

2º passo – Definir conceitos

Exemplo:
• Fazer um levantamento de dados;
• Analisar concorrentes e similares;
• Baseado no Briefing, definir: Cores, Estilos, Formas e Línguagem a ser utilizada;
• Na definição das cores, faça um estudo dos efeitos que a cor provoca. Faça aplicações da identidade monocromática;

3º passo – Desenvolvimento

• Tenha tempestades de idéias e não jogue nenhuma fora;
• Faça rascunhos a mão;
• Esse é o momento de colocar a imaginação e criatividade para trabalhar. Crie!!

4º passo – Teste a ergonomia

• Faça aplicação sobre diversos fundos, reduções, aplique em objetos fictícios, imprima, converta para monocromático, marca d´água, etc.
• A Identidade deve ser aplicável a qualquer material, seja impresso ou eletrônico!!

É isso ae!! Mão na massa!! :D

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